PALAVRAS QUE CURAM

"ENVIOU A SUA PALAVRA E O CUROU"

FERIDAS QUE NUNCA SARAM II

Se a obra de Deus for realmente pela graça plena, como creio que é, então, o perdão antecederá, obrigatoriamente, ao arrependimento. Sendo assim, somos perdoados imerecidamente e nos arrependemos do pecado por misericórdia e graça de Deus.
Portanto, se fomos perdoados graciosamente pela graça do Pai, temos também neste formato gracioso o modelo existencial do nosso perdão.”Quem de graça foi perdoado, pela mesma graça perdoa’ No reino espiritual é comum a genética do Pai se manifestar essencialmente na conduta do filho.
Aliás, podemos dizer, espiritualmente falando:”tal pai, tal filho’ Ou; os que não perdoam são filhos do Diabo, que, como cobra, sempre cobra e de contínuo se vinga. Enquanto isso, os filhos de Abba estão permanentemente dispostos a perdoar pela operação eficaz do Espírito Santo, tal como o seu Pai.
Todos os que foram perdoados pela graça, foram ao mesmo tempo, transformados em instrumentos vivos de perdão. Suportai- vos uns aos outros, perdoai- vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. Colossenses 3:13.
Ninguém vive neste mundo sem trombadas, contusões e feridas; por outro lado, nenhum cristão verdadeiro permanece com a ferida sangrando. Não podemos evitar as lesões, embora possamos, pela graça do nosso Pai, perdoar os agressores.
“Não é possível haver saúde mental e espiritual sem que haja perdão verdadeiro e total’ Diante desta frase, alguém me perguntou: o perdão implica no convívio com o agressor?
Não, necessariamente. O perdão implica, sim, na absolvição do agressor, para que o próprio agredido não se torne uma ferida que nunca sare. Mas isto, não significa uma convivência obrigatória com aquela pessoa que o feriu. Não há compulsão para quem se tornou livre pelo amor incondicional de Deus.
Perdoar é um imperativo da salvação e uma expressão categórica do amor liberto de regras, que nos salvaguarda de qualquer conduta determinada pelo dever. Uma vez libertos da tirania do ego, pela nossa morte e ressurreição com Cristo, ganhamos a condição de vivermos fora de comportamentos predeterminados e esperados por legalistas de plantão, a fim de manifestarmos a vida de Cristo, como o padrão de nosso viver.
Aquele que perdoa, motivado pela vida de Cristo em seu ser, pode conviver com o seu agressor, se isto for para a glória do Pai; bem como, viver distante, longe, fora do seu relacionamento, se também for para a mesma glória do Pai.
A questão básica agora, não é o nosso bem estar em si mesmo, mas a glória daquele que nos libertou de qualquer camisa de força. A norma que conduz a conduta cristã sempre será: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31.
O pecado nos destituiu da glória de Deus, porém a salvação nos converteu para o centro desta glória Divina. Nós não vivemos mais para a nossa própria glória, uma vez que fomos regenerados para glorificar Aquele que nos aceitou integralmente pela sua graça.

Glênio Fonseca Paranaguá

Nenhum comentário:

Postar um comentário